Terra

 

Cratera dos Himalayas


O dia esteve chuvoso e estou sentado no alpendre a escrever estas linhas.


                      tenho umas ideias e pensamentos que gostava de partilhar…


Antes de almoço tinha, fruto de um cruzamento acidental com o Rukus, um académico do Dep. de Geociências, com quem acabei por dar dois dedos de conversa enquanto tomávamos uma bica rápida, e eu lhe mostrava no ipad as minhas ideias sobre uma boa parte da geração da Terra.



Ele completamente focado e irredutível nas teorias da geotectonica das placas, esse “
credo” das modernas Geociências que ele professava sem admitir qualquer outra abordagem, no que me  pareceu quase um fervor religioso.

Despedimo-nos e decepcionámo-nos.

Conheço e reconheço, desde a formação inicial e ao longo da vida até ao presente e estou razoàvelmente por dentro da teoria da geotectonica e deriva das ditas, o fenómeno é compreensível, explica uma parte do que se pensa possa ter acontecido, mas “nem tudo”.

E esse é o desafio que estou a propor!


Que diacho uma ciência, que basicamente se baseia em premissas que são um conjunto de hipóteses e não passam de uma teoria, não admite questionar-se ou que se questionem os seus pressupostos, pressupostos esses que deveriam ser, entre outros, exactamente indagar e “questionar” e que também não escapam de ser uma determinada “leitura”, de um determinado “tempo e lugar”, corrubada por muitos, bem o sabemos, mas mesmo que o fosse por todos, ainda assim para que fosse geoglobal, commumente aceite, teria que se admitir aberta a evolutiva.


E um montão de ideias/pensamentos foram maturando e fazendo sentido em contextos mais amplos e é isso, apetece-me partilha-las.


 E foi das minhas encruzilhadas, das minhas escolhas e decisões, umas certas outras não, que aqui chegamos.


Devo informar, em avanço, que não sei bem porquê mas as interações que visualizo/integro tão holisticamente quanto seja capaz, à medida que as experiêncio, me tem levado a compreender talvez melhor (isto é subjectivo e claramente em meu próprio benefício) cada vez mais abrangentes “mundos” cada vez, também eles, entendidos no seu todo holistico.


O ciclo da vida, da diáspora humana, do planeta, do universo e da omnipresente e quiçá cíclica finitude intemporal de tudo isto ir-se-à desvanecendo na mitologia da espécie, ou pelo contrário, é linha que acalenta a mãe?


… este é o meu primeiro ensaio sobre o tema da modelação e reformação do planeta Terra.


Acredito que o nosso planeta foi tão impactado por massas orbitando o sol quanto o foram a Lua, Marte Vénus, Júpiter, e demais planetas do sistema solar e respectivas luas. Inclusivé asteróides apresentam marcas de impactos


Mercúrio 


Vénus 


Lua


 Marte


 Jápeto - lua de Saturno


Vesta - polo sul


Ceres


Calisto


Cadeia de crateras Ganimedes


Urano


 
Plutão 


Creio que a Terra sofreu a mesma espécie de impactos em intensidade e frequência durante  aquilo que se convencionou chamar os  períodos “early and late heavy bombardement” qualquer coisa como bombardeamento anterior e posterior generalizado a todos os corpos orbitando em torno do sol.


… aqui há alguns meses  fui, pelas boas mãos da Gillian e do Djag, a um lugar onde encontrei ideias/visões e leituras da grande mãe que fizeram faísca com ecos na minha mente 


Claro que só há vida onde houver água, ok é isso, a água é essencial ao projecto humano, a água e a floresta.


Andei a fazer “zoom in” e “zoom out” na app do Google Earth e os meus olhos viram o azul mas também o verde e o castanho a variabilidade da presença da água no planeta que a grande mãe recicla dizemos nós.


E onde alguns vêem entropia outros vêem incomensurável encanto.


Vi geoglifos, desenhos na superfície da terra que se revelam se vistos de cima a centenas de metros acima da superfície do planeta…


E olhei para a lua com uns grandes binóculos e para o céu em noites límpidas com um catadióptico de um amigo e também vi toda uma série de fotografias dessas jóias do cosmos.


E vi algumas coisas em comum como por exemplo crateras de impacto reconhecidas 


e, daí a ver mais, das descritas ou não, foi um passo. 


Cratera Barringer


Outro passo foi ver montes de imagens de crateras em todos as massas que orbitam a Terra, asteróides incluídos.


Na superfície do planeta uma que me chamou logo a atenção foi  a cadeia dos Himalayas, enorme bacia de retenção de águas, que romperam o seu caminho dando origem às grandes linhas de água da Ásia meridional.





.por estas alturas estava já relacionar o relevo com os bordos das crateras. E isso com a mancha verde … com a floresta!


Como é do senso comum, a  biosfera activa da Terra mascara essas evidências de impacto."



Ok, afinal parece que o planeta foi  numa parte surpreendentemente importante moldado pelos impactos e formação de crateras.




… penso que esta afirmação não é comum e vai gerar grande controvérsia.


E vai provocar uma enorme reação primeiro de recusa e de repulsa de “Deus meu!!  muitos assuntos misturados e que estás a mostrar muitos assuntos”.


A ideia é mesmo essa. Olhar para o assunto do relevo, da orogenia e ver ao mesmo tempo a cobertura florestada e ver claro o imenso azul da água, fonte de vida.


Ver o perto e ver o longe num vaivém exploratório no Google Earth no ipad levou-me a aperceber-me da similitude da superfície da Terra com a superfície dos outros corpos, feitos os descontos conexos com a actividade brutal de um planeta vivo e gerador de inúmeras formas e seres vivos, como no nosso planeta, em comparação com as crateras e mares num corpo inerte como o da lua, meteorizado compleamente, digamos reformatado (restyled) por esses incontáveis impactos de grandes e pequenas massas.


Mas ver essas crateras na terra, no que é que isso importa?

 

É que as bacias de captação das águas pluviais são exactamente essas covas, algumas tão grandes que armazenam a água que o sistema drena/suja e acabam por fluir para os grandes mares, o alimento dos oceanos, outras que rebentaram e deram origem a rios, outras ainda deram origem a toda a sorte de istmos, ilhas e ilhotas, recorte da linha costeira, poças, lagos e grandes lagos.


Percebemos que a cobertura florestal está relacionada com o escoamento cíclico das águas e com as suas bacias de coleção.


Será que como por magia a floresta se organiza de tal sorte que nos revele novas adições  ao modelo Keyline?


Que podemos aprender com isto?




              (em actualização em https://www.blogger.com/blog/post/edit/1103336122836359300/1748297506740516644 )


Por favor comentem, vamos descobrir!




Comentários

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ovelhas

Morangos fáceis