Terra
O dia esteve chuvoso e estou sentado no alpendre a escrever estas linhas.
tenho umas ideias e pensamentos que gostava de partilhar…
Antes de almoço tinha, fruto de um cruzamento acidental com o Rukus, um académico do Dep. de Geociências, com quem acabei por dar dois dedos de conversa enquanto tomávamos uma bica rápida, e eu lhe mostrava no ipad as minhas ideias sobre uma boa parte da geração da Terra.
Despedimo-nos e decepcionámo-nos.
Que diacho uma ciência, que basicamente se baseia em premissas que são um conjunto de hipóteses e não passam de uma teoria, não admite questionar-se ou que se questionem os seus pressupostos, pressupostos esses que deveriam ser, entre outros, exactamente indagar e “questionar” e que também não escapam de ser uma determinada “leitura”, de um determinado “tempo e lugar”, corrubada por muitos, bem o sabemos, mas mesmo que o fosse por todos, ainda assim para que fosse geoglobal, commumente aceite, teria que se admitir aberta a evolutiva.
E um montão de ideias/pensamentos foram maturando e fazendo sentido em contextos mais amplos e é isso, apetece-me partilha-las.
E foi das minhas encruzilhadas, das minhas escolhas e decisões, umas certas outras não, que aqui chegamos.
Devo informar, em avanço, que não sei bem porquê mas as interações que visualizo/integro tão holisticamente quanto seja capaz, à medida que as experiêncio, me tem levado a compreender talvez melhor (isto é subjectivo e claramente em meu próprio benefício) cada vez mais abrangentes “mundos” cada vez, também eles, entendidos no seu todo holistico.
O ciclo da vida, da diáspora humana, do planeta, do universo e da omnipresente e quiçá cíclica finitude intemporal de tudo isto ir-se-à desvanecendo na mitologia da espécie, ou pelo contrário, é linha que acalenta a mãe?
… este é o meu primeiro ensaio sobre o tema da modelação e reformação do planeta Terra.
Acredito que o nosso planeta foi tão impactado por massas orbitando o sol quanto o foram a Lua, Marte Vénus, Júpiter, e demais planetas do sistema solar e respectivas luas. Inclusivé asteróides apresentam marcas de impactos
Creio que a Terra sofreu a mesma espécie de impactos em intensidade e frequência durante aquilo que se convencionou chamar os períodos “early and late heavy bombardement” qualquer coisa como bombardeamento anterior e posterior generalizado a todos os corpos orbitando em torno do sol.
… aqui há alguns meses fui, pelas boas mãos da Gillian e do Djag, a um lugar onde encontrei ideias/visões e leituras da grande mãe que fizeram faísca com ecos na minha mente
Claro que só há vida onde houver água, ok é isso, a água é essencial ao projecto humano, a água e a floresta.
Andei a fazer “zoom in” e “zoom out” na app do Google Earth e os meus olhos viram o azul mas também o verde e o castanho a variabilidade da presença da água no planeta que a grande mãe recicla dizemos nós.
E onde alguns vêem entropia outros vêem incomensurável encanto.
Vi geoglifos, desenhos na superfície da terra que se revelam se vistos de cima a centenas de metros acima da superfície do planeta…
E olhei para a lua com uns grandes binóculos e para o céu em noites límpidas com um catadióptico de um amigo e também vi toda uma série de fotografias dessas jóias do cosmos.
E vi algumas coisas em comum como por exemplo crateras de impacto reconhecidas
e, daí a ver mais, das descritas ou não, foi um passo.
Outro passo foi ver montes de imagens de crateras em todos as massas que orbitam a Terra, asteróides incluídos.
Na superfície do planeta uma que me chamou logo a atenção foi a cadeia dos Himalayas, enorme bacia de retenção de águas, que romperam o seu caminho dando origem às grandes linhas de água da Ásia meridional.
.por estas alturas estava já relacionar o relevo com os bordos das crateras. E isso com a mancha verde … com a floresta!
Como é do senso comum, a biosfera activa da Terra mascara essas evidências de impacto."
Ok, afinal parece que o planeta foi numa parte surpreendentemente importante moldado pelos impactos e formação de crateras.
… penso que esta afirmação não é comum e vai gerar grande controvérsia.
E vai provocar uma enorme reação primeiro de recusa e de repulsa de “Deus meu!! muitos assuntos misturados e que estás a mostrar muitos assuntos”.
A ideia é mesmo essa. Olhar para o assunto do relevo, da orogenia e ver ao mesmo tempo a cobertura florestada e ver claro o imenso azul da água, fonte de vida.
Ver o perto e ver o longe num vaivém exploratório no Google Earth no ipad levou-me a aperceber-me da similitude da superfície da Terra com a superfície dos outros corpos, feitos os descontos conexos com a actividade brutal de um planeta vivo e gerador de inúmeras formas e seres vivos, como no nosso planeta, em comparação com as crateras e mares num corpo inerte como o da lua, meteorizado compleamente, digamos reformatado (restyled) por esses incontáveis impactos de grandes e pequenas massas.
Mas ver essas crateras na terra, no que é que isso importa?
É que as bacias de captação das águas pluviais são exactamente essas covas, algumas tão grandes que armazenam a água que o sistema drena/suja e acabam por fluir para os grandes mares, o alimento dos oceanos, outras que rebentaram e deram origem a rios, outras ainda deram origem a toda a sorte de istmos, ilhas e ilhotas, recorte da linha costeira, poças, lagos e grandes lagos.
Percebemos que a cobertura florestal está relacionada com o escoamento cíclico das águas e com as suas bacias de coleção.
Será que como por magia a floresta se organiza de tal sorte que nos revele novas adições ao modelo Keyline?
Que podemos aprender com isto?
(em actualização em https://www.blogger.com/blog/post/edit/1103336122836359300/1748297506740516644 )















em espera…
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